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Todos os dias há 30 crianças intoxicadas
03-01-2011
IOL
  Depois das festas é tempo de limpeza. Mas os produtos utilizados são um perigo muitas vezes ignorado especialmente para as crianças Em média, em Portugal, todos os dias há 30 crianças intoxicadas por medicamentos ou produtos de limpeza. Ao lado das quedas, as intoxicações são as causas mais frequentes de acidentes infantis. A maior parte dos casos não é fatal, mas nunca é demais lembrar que o perigo está muitas vezes dentro de casa. "Há crianças com menos de 5 anos que morreram estupidamente", alerta a APSI.

Os dados revelados ao tvi24.pt por Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI), espelham uma realidade diferente do que a registada em anos anteriores. "A partir de 2005 houve uma redução dos casos de mortes, ainda assim todos os dias há, em média, 30 crianças assistidas", conta.

Grande parte das intoxicações ocorre ao fim do dia ou ao fim-de-semana durante as limpezas da casa. O período de festas não é excepção e por isso é uma das alturas em que os pais devem redobrar a vigilância. Mais de metade dos acidentes ocorre por ingestão de medicamentos, seguido de produtos de limpeza e de produtos de higiene. No mês de Dezembro, dois primos com dois anos, Leonor e Bernardo, que estavam em casa dos avós, deram entrada no Hospital Padre Américo, em Penafiel, devido a uma intoxicação por medicamentos.

Os casos de morte provocados por intoxicações diminuíram nos últimos anos, mas as quedas mortais de crianças parecem não seguir o mesmo caminho. "Este ano já morreram cinco crianças em quedas de varandas, muitas porque não estavam construídas de forma adequada", conta Sandra Nascimento, que desabafa ainda: "Há crianças com menos de 5 anos que morreram estupidamente e os negligentes não são só os pais, também é quem constrói, o projectista, e quem faz a fiscalização".

A presidente da APSI salienta também que "a maior parte dos acidentes está relacionada com o espaço físico, junto com a vigilância", mas "humanamente é impossível estar todos os segundos de olho na criança. As casas têm de estar preparadas". Também no mês de Dezembro, um bebé morreu ao cair nas escadas de quinto andar na Póvoa do Varzim.

A idade da criança está muito relacionada com o tipo de acidente. "A maior parte dos acidentes até aos cinco anos acontece em casa. A partir dos dez anos a maior parte dos acidentes acontece na escola".

As intoxicações e as quedas são responsáveis pelo principal número de acidentes com crianças, mas os as piscinas e as estradas continuam a ser as principais armadilhas mortais para os menores.Até Setembro, as estradas portuguesas já mataram 12 crianças este ano. Menos quatro do que no ano passado.

A morte por afogamento ocorre principalmente na altura do calor e é a segunda maior causa de morte infantil em Portugal. Segundo os últimos dados disponíveis, morrem, em média, 17 crianças afogadas anualmente, sendo que a morte em piscinas se verifica mais no Sul do país e a morte em tanques e poços no Norte. Este Verão houve alguns afogamentos muito mediatizados, como o do menino de quatro anos que morreu na Murtosa numa piscina particular e o da uma menina de três anos que morreu numa piscina na Quinta do Lago, no Algarve.

"A morte é apenas a ponta do iceberg", há muitas crianças que ficam incapacitadas para o resto da vida, desabafa Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil (APSI). Sabe-se que os afogamentos não fatais deixam sequelas neurológicas. Em 2008/2009 houve 62 internamentos não fatais. "Não se sabe como ficaram essas crianças, deixaram de ser seguidas". "Não há dados em Portugal de crianças incapacitadas".

"Há muitas mortes precoces que podiam ser facilmente evitáveis", afirma Sandra Nascimento, acrescentando, "calcula-se que entre 70 a 80 por cento dos acidentes podiam ser evitados".


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