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Relações Mãe - Filha
Maio, 2009
Teresa Paula Marques - Psicóloga Clínica
www.teresapaulamarques.com

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  A confusão que existe na cabeça da adolescente, pode facilmente ser percebida se observarmos a desarrumação que impera nos quartos. Tudo está amontoado, as camisolas encontram-se misturadas com as peúgas... Qualquer tentativa de arrumar é sempre mal recebida e pode desencadear um terramoto lá em casa. O que fazer? É preciso negociar com a adolescente, e essa negociação pode passar por áreas em que pode e outras que lhe são interditas. Por exemplo, diga à sua filha que as gavetas da cómoda têm que estar apresentáveis para que a roupa não se amarrote toda, portanto é algo que tem que ser posto a cargo da empregada. Outros locais como a escrivaninha, por exemplo, podem ficar interditas à limpeza, desde que estejam apresentáveis. Com este tipo de negociação, pode ser que se evitem alguns conflitos, uma vez que todos nós já fomos adolescentes e sabemos que é dentro dos livros que se escondem os bilhetinhos e as cartas de amor.

  ANGÚSTIAS

  Ter de olhar para o espelho e deparar com uma borbulha nascida na véspera, é uma angústia muito grande. A imagem corporal está em crise, uma vez que as hormonas iniciaram o seu minucioso trabalho de transformação de patinhos feios em cisnes, só que essa transformação não é bem recebida porque é algo inteiramente novo que acorda medos. A sexualidade, os afectos, a amizade, a escolha da carreira, são muitas decisões e mudanças que de repente surgem e não existe maturidade suficiente para lhes fazer face. Um turbilhão de perguntas que não encontram respostas, tornam-se responsáveis pelos choros aparentemente sem motivo, pela falta de apetite, chegando inclusive a levar algumas jovens a cometerem tentativas de suicídio.

  O GRUPO

  Sendo o grupo um dos fenómenos mais típicos da adolescência, é vital para um jovem sentir-se integrado e respeitado dentro desse contexto. O vestuário constitui um importante factor que favorece o sentido de pertença. Por isso mesmo, existem os Góticos, os Bétinhos, os Punks, os Dreads... cuja indumentária difere bastante. O preto impera em alguns, enquanto que noutros é o ar certinho, o cabelo bem cortado, que os faz sentirem-se integrados em determinado grupo. Ainda que seja de algum modo aborrecido, apresentar aos amigos uma filha com sete brincos na orelha e outro na sobrancelha, o certo é que esta fase será tão temporária, quanto maior for a sua compreensão face a ela.

  AS PAIXÕES

  Confidentes mas, ao mesmo tempo rivais, as amigas desempenham um importante papel no desenvolvimento afectivo da adolescente. São elas que levam os bilhetinhos, são elas que estão vigilantes e podem dizer se ele olhou ou foi impressão. Sendo o início da vida afectiva algo de grande importância, tem também aqui um importante papel. Falar com uma adolescente sobre este tema não é tarefa fácil, mas depois de ultrapassar os primeiros bloqueios, constata-se que é uma experiência muito rica. É preciso ter presente que a jovem vive ainda debaixo da crença no príncipe encantado e na felicidade eterna. Perante todo este panorama, há que evitar as chapadas da realidade. Tudo virá a seu tempo. Depois dos primeiros desgostos e desilusões, progressivamente vai havendo contacto com a vida real e uma adaptação a ela.

  O despertar de afectos intensos como a paixão, traz bastante sofrimento à adolescente. A menina é mais sonhadora, anseia com o amor, mas a timidez não lhe permite uma aproximação eficaz aos rapazes do grupo. Nesta fase, surge invariavelmente a paixão por um ídolo, coleccionam posters, sabem tudo sobre eles e teimam em correr os centros comerciais em busca de sessões de autógrafos. Alguns pais ficam muito preocupados e até irritados ao assistirem a este fenómeno, mas é algo absolutamente normal que tende a diminuir de intensidade e a dar lugar a paixões ditas normais. É preciso encarar tudo isto com alguma naturalidade e, ao mesmo tempo, esforçarem-se por dar a conhecer outros modelos de comportamento. Denegrir a imagem do ídolo apenas reforça a paixão, portanto é algo a evitar a todo o custo.

  OS AMIGOS VIRTUAIS

  Para as raparigas mais tímidas, a Internet permite que se exponham mantendo, ao mesmo tempo, uma certa distância. O receptor não pode ver quando coram, nem sequer imagina que aquela borbulha no nariz foi a responsável pelos olhos chorosos. Por escrito, inventam-se personagens que muitas vezes vão ao encontro daquilo que gostariam de ser, e o perigo reside no facto de poder criar-se a situação em que duas pessoas se apresentam e se conhecem com base numa história inventada. É frequente que os pais fiquem desconfiados com a situação e coloquem pontos de interrogação em toda a história. Afinal, como é que se pode sabe se o rapaz tem, de facto, 19 anos como diz? Pode até ser um homem de 40 anos que quer conhecer a minha filha porque já percebeu que é uma menina ingénua. Mais uma vez, é necessário reunir todo o bom senso para abordar o problema. Proibir qualquer contacto, torna-se uma luta inglória, uma vez que não há meios para o controlar. É bom alertar para os perigos que podem vir do facto de ir ao encontro de uma pessoa que se conhece por esta via, mostrando-se disponível para ajudar, caso tudo se encaminhe do modo mais negativo. Por muito que custe aceitar, o adolescente precisa de correr riscos – ainda que controlados – para que possa crescer e amadurecer.

  DIÁLOGO E INFORMAÇÃO

  A elevada taxa de gravidezes na adolescência, faz-nos pensar que, apesar de existir muita informação, ela não consegue chegar aos jovens de forma adequada. Por isso mesmo e, porque ser mãe tão cedo, implica muitas vezes mudanças brutais em toda a vida da adolescente, é importante que fale com a sua filha sobre estas questões. Alguns pais receiam abordar o tema, porque consideram que assim estão a facilitar tudo e, por conseguinte as jovens vão imediatamente iniciar a vida sexual. Contudo, os estudos apontam exactamente para o contrário. São as jovens mais informadas, que tendem a remeter para mais tarde a sua vida sexual e a assumi-la depois de uma forma responsável. É provável que sinta alguns constrangimentos, mas pode sempre optar por abordá-lo de forma indirecta, socorrendo-se de exemplos de filhas de amigas, por exemplo.
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