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Fast food e as crianças
Fevereiro, 2011
Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil


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  Inspirada pelos enfeites natalícios que decoram actualmente as nossas vidas, apraz-me hoje falar um pouco da época de consumismo que vivemos e como isso se pode repercutir na alimentação das crianças quando todos, apressados pelos preparativos desta quadra, podem facilitar a alimentação infantil...

  Ao contrário dos artigos "O meu filho não come" ou "Criança que come muito" ou "O meu filho não gosta", julgo ser o momento de sensibilizar também os pais para o cuidado que devem ter para a criança que "já come de tudo", o que pode ser um erro se o "tudo" representa alimentação pouco saudável e até imprópria para o seu correcto desenvolvimento, como por exemplo o caso dos alimentos que veiculam cafeína... Estes alimentos na sua dieta, diariamente, vão afinar a sua preferência pelo sabor doce e/ou salgado...e desequilibrar o seu estado de saúde!

  Um dos aspectos que merece toda a essência de BabySOL é a necessidade de sensibilizar as pessoas responsáveis pela alimentação infantil para que MANTENHAM, sobretudo a partir dos 3 anos, os cuidados alimentares que o pediatra orientou nos primeiros anos de vida. Tenho constatado, infelizmente, que até devido a alguma liberdade que os pais, cansados, anseiam por conseguir, induzem inconscientemente a perda dos excelentes bons hábitos alimentares incutidos ao ceder perante birras infantis ou acelerar refeições tardias...

  A azáfama do dia-a-dia a isso impõe. As crianças, que se tornam então a partir dos 3 anos mais selectivas e conhecem os alimentos que mais apreciam, aliciadas por campanhas de marketing verdadeiramente agressivas, podem tornar a convivência familiar numa verdadeira batalha e é pois, necessário, saber recorrer a toda a estratégia possível para, sem perder o controlo, evitar a catástrofe... que só vai evidenciar-se anos mais tarde!

  O que se vê claramente é uma preferência notória das crianças de alimentos ricos em sal (sódio), açucar e gordura trans (ou hidrogenada) onde o cruzamento destes 3 ingredientes no rótulo potencia uma palatibilidade única, que rapidamente sacia as papilas gustativas mas, erradamente, não satisfaz as necessidades energéticas infantis e em pouco mais de 2 horas, a criança revela novamente apetite recorrendo, se encontrar à sua disposição, snack's e novos alimentos que arruínam silenciosamente a sua saúde...O resultado é uma preferência descontrolada da criança por estes alimentos, não sendo depois de implementada, capaz de se interessar pelo sabor de alimentos como o leite, a fruta ou a sopa, quando estes, indirectamente, foram sendo excluídos e substituídos por refrigerantes/sumos, sobremesas prontas-a-comer/gelados, etc.

  Considero também fundamental que os pais não se socorreram de extremismos, impossibilitando a criança de comer batatas fritas ou um hamburger pois este tipo de comida representa também uma estranha forma de sociabilização, tão importantes para as idades em que as crianças se pretendem integrar em grupos das mesmas faixas etárias.

  Penso que devem ser tomadas medidas para equilibrar todos os aspectos:

  - Não compre alimentos que sabe serem pouco saudáveis. Se não os tiver em casa, não terá que dizer que não se as crianças os quiserem comer. Tenha, contudo, o cuidado de assegurar algumas variedades que podem até ser calmantes num momento SOS de fome. Ex. compre bolachas que oferecem algum valor nutricional como as de aveia, com fruta, corintos, amêndoas, tendo sempre o cuidado de comparar o teor de açucar na avaliação nutricional (nunca deve exceder as 15g/100 g de produto);

  - Muito cuidado com o excesso de sal nos alimentos. Além de fazer muito mal à saude pois desiquilibra o organismo, sobrecarrega os rins e agita a pressão sanguínea, o sal condiciona a ingestão desmesurada de bebidas açucaradas, estas sim em relação directa com a obesidade e com uma assustadora perda de apetite que compromete a ingestão de alimentos saudáveis;

  - Ofereça SEMPRE sopa antes das refeições: além de demover da refeição o apetite voraz para os alimentos que possam veicular gordura, ainda "forra" o estômago o que permitirá uma absorção ineficaz dos alimentos pouco saudáveis ingeridos à posteriori.

  - Privilegie a qualidade dos alimentos que oferece. Citando o exemplo anterior, ofereça uma sopa substancial, caseira, rica em batata e legumes, e ignore as sopas industriais à venda em determinados restaurantes de junk food. Se chegou o dia para os congratular pela alimentação saudável que fizeram todo o mês, ofereça-lhes, estrategicamente, uma sopa saudável, mesmo se preferir, antes de sair de casa. E depois deixe-os comer o que quiserem...afinal já não vão conseguir comer tanto ;-) Mas não se esqueça de oferecer sempre a fruta, antes do gelado! Leve-a pois consigo, em boiões 100% ou para as mais arrojadas, a peça de fruta na bolsa.

  - Cuidado, muito cuidado com os alimentos saudáveis que podem ficar esquecidos. "Negoceie" as bolachas com leite branco ou as salsichas (perú!) com legumes. Negoceie, negoceie, negoceie, sempre o que eles querem comer com aquilo que eles devem comer, como os legumes e o leite.

  - Por último, vigie sempre escrupulosamente, os intervalos das refeições. Não deixe nunca, e ainda que não haja evidentes sinais de alarme, para que não decorram mais de 3h30 sobre a refeição anterior. Promova a refeição, sentando as crianças e convidando a comer os alimentos saudáveis que coloca em cima da mesa. Ricos em hidratos de carbono (pão, cereais, sopa) para que, saciem durante um período mais longo.

  E lembre-se: deve sempre imperar o exemplo. Por isso, tire partido destas fases tão selectivas, e trabalhosas, e brinde toda a família com uma alimentação saudável que privilegiará o bem-estar de todos, em pouco tempo!

Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
www.solangeburri.blogspot.com

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