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As especiarias na Alimentação Infantil
Março, 2011
Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil


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  A opinião é unânime quando se diz que a Alimentação saudável está na ordem do dia e que a redução de sal deve ser estimulada, destacando o sabor natural dos alimentos com ervas aromáticas e especiarias.

  Mas, se por um lado tenho debruçado alguns dos meus post's sobre as ervas frescas, a verdade é que as especiarias merecem agora que as explore também, e analisar a sua incorporação na dieta infantil.

  Um dos aspectos que gostaria imediatamente de focar é que todos os alimentos, possuem naturalmente na sua composição, a presença de sódio, pelo que deve existir um enorme cuidado para não exagerar nas doses adicionadas, o que poderá contribuir, a médio prazo, para induzir um reajuste dos sensores de paladar localizados na língua. Este facto é particularmente grave no caso da alimentação das crianças pois, existem estudos, que atestam que actualmente chegam a consumir um maior nível de sal do que os adultos, razão pela qual os industriais estão a ser obrigados a baixar as suas formulações alimentares nos teores de sal adicionados.

  Claro está, que o consumidor deseja um alimento saudável, mas que seja saboroso também, pelo que os investigadores procuram encontrar alternativas à presença de sal, recorrendo à adição de algas, de ervas aromáticas e de especiarias, componentes com um potencial nutricional espectacular e que, precisamente por causa disso, "agitam" rapidamente o metabolismo humano e devem pois, ser introduzidos com parcimónia, mas que pode ser feito de modo muito regular.

  Portanto, destacando esta ideia, é fundamental enriquecer a alimentação com estas atractivas possibilidades, mas tendo o cuidado de o fazer discretamente, em cada refeição, pelo facto também de não adulterar o sabor natural dos alimentos o que, no caso, da educação alimentar infantil merece todo o cuidado...

  Mas, se por um lado, a introdução das especiarias, que possuem elevado poder anti-oxidante, deve fazer-se com moderação, em cada prato, a verdade é que se trata de uma excelente forma de diversificar a alimentação da criança e, estimulá-la, deste modo, a conhecer novas formas de apresentação culinária que irão contribuir para a sua mais fácil adaptação alimentar. Claro está que é preciso ter em conta que o Bebé já tenha mais de 12 meses e tenha reagido bem, até então, ao plano alimentar actual oferecido evidenciando uma boa adaptação para além de não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar, como alergias ou intolerâncias.

  As especiarias, de carácter doce e nunca picante, podem ser adicionadas muito subtilmente na alimentação infantil devendo apenas existir o especial cuidado de comprar, SEMPRE, boas marcas pois estes produtos desidratados, e à semelhança de todos os produtos "secos", podem em condições deficientes de armazenagem promover o desenvolvimento de bolores que produzem toxinas - aflotoxina ou acrotoxina - substâncias tóxicas incapazes de ser eliminadas no processo culinário e que se acumulam, ao longo do tempo, no fígado.

  Enumero pois os principais cuidados a seguir para introduzir especiarias como a canela, os cominhos, a noz moscada, o pimentão doce, a baunilha, o açafrão, o anis e o cravinho da Índia na alimentação da criançada:

  1º Ter mais de 12 meses E estar perfeitamente adaptado à dieta familiar;
  2º Não apresentar qualquer tipo de susceptibilidade alimentar;
  3º Comprar de excelente qualidade;
  4º Introduzir em quantidades muito discretas para perfumar os pratos culinários e que nunca mascare o sabor principal dos alimentos;
  5º Oferecer apenas variedades doces e nunca picantes que dificultam a digestão e irritam a mucosa estomacal;
  6º Como destacam o sabor dos alimentos, reduzir a quantidade de sal adicionada;
  7º Oferecer com regularidade, variando de acordo com as possibilidades referidas.

  E, porque se justifica, não resisto aqui a deixar aqui algumas dicas para usar com sabedoria as especiarias:

  Dica 1 - O seu interessante poder antioxidante impede os microrganismos de actuarem, e por isso são utilizados em vários países como preservantes de carne e peixe. São pois uma excelente forma de preservar os alimentos, em viagem ou até mesmo quando pretendemos prolongar a sua validade, como acontece com uma peça de carne que, certo dia, não apetece cozinhar.

  Dica 2 - Como são muito aromáticas, as especiarias não devem ser guardadas junto do fogão, ou do frigorífico, pois zonas quentes destroem o seu perfume. Mantenha-as pois, bem fechadas, e longe das zonas quentes da cozinha.

  Portanto, indo de encontro a uma alimentação exótica que o consumidor tem vindo a privilegiar, como se destaca a comida vegetariana, parece-me bastante útil diversificar os pratos que se preparam no dia a dia que, com a incorporação destes pózinhos mágicos, irão aumentar, com sucesso, o leque de oferta da mamã cozinheira. Deixo pois algumas sugestões de receitas, adivinhando que darão asas à imaginação à especiaria que irão acrescentar a cada uma delas...

Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
www.solangeburri.blogspot.com

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