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O que os Bebés gostam? Palatabilidade, por favor!
Maio, 2011
Dra. Solange Burri - Consultora em Alimentação
Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil


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  O termo é, no mínimo, estranho. E por isso não deveria iniciar este post nestes moldes. Mas é importante. Muito importante. PA-LA-TA-BI-LI-DA-DE. O que significa, segundo o dicionário português: o que é palatável, que tem sabor, que é agradável.

  Nos últimos anos os investigadores da ciência alimentar têm-se debruçado firmemente sobre as características dos alimentos que levam à sua aquisição. O sabor, o aspecto, a textura e o cheiro são pequenos detalhes, quase instintivos, que levam as pessoas a escolher um ou outro alimento, de acordo com estímulos nervosos que nem percepcionam e estão na ordem do dia quando se fala em marketing alimentar ou em consumismo alimentar.

  A palatabilidade incide na característica do sabor que dá prazer ao consumidor alimentar e o instiga a consumir determinado alimento em detrimento de outro, por vezes até menos saudável. Como exemplo, posso citar a fast-food da maior cadeia de fast-food mundial, a McDonald's, que toda a gente conhece, sabe que é pouco saudável mas nem contudo consegue parar de comer. A combinação entre o teor de gordura, de açúcar e de sal versus cores e texturas tornam esta cadeia de restaurantes famosa sobretudo também pela facto do consumidor saber que independentemente do ano, do local, da hora, o sabor é o mesmo, o que espera.

  Ora, no que diz respeito à Alimentação Infantil, este aspecto é importantíssimo sobretudo se pensarmos que a criança está tão receptiva a todos os estímulos que a circunda, sejam cores, cheiros, movimentos mas contudo deseja ser conquistada e, quando isso suceder, existir alguma constância nos sabores que lhe apresentam.

  O que quer dizer que perante a necessidade expressa da progenitora diversificar a alimentação, também é importante que uma vez conquistado um sabor que o bebé aprecie, este deve ser apresentado no mesmo formato culinário pelas seguintes razões:

  1 - Para que o bebé mais depressa associe um sabor a um alimento;

  2 - Porque está em aprendizagem alimentar e se deseja expor o bebé mais do que uma vez a esse sabor, enraizando essa preferência;

  3 - Porque psicologicamente o bebé está pouco receptivo a mudanças, e adora a rotina, por onde se orienta.

  Nesse sentido, considero pertinente que se abra guerra na cozinha e se faça, por favor, comida agradável para o bebé, que até os pais têm prazer em comer! Costumo brincar nos meus workshop's quando digo que o bebé só come aquilo que o papá autorizar...porquê? Porque é importante que (também) a comida do bebé tenha palatabilidade, seja agradável, seja saborosa, seja atractiva, seja irresistivelmente boa!

  A maior parte das pessoas concebe que a alimentação saudável é uma dieta insípida, completamente indicada para os bebés e que se recomenda aos pais em sabor, facto completamente errado. Uma boa alimentação pode e deve ser enriquecida de ervas aromáticas, um bom azeite, alho, legumes e fruta frescos, ingredientes tão ricos em que a nossa gastronomia é nobre e tão depressa convencem a criança mais resistente e permitem também uma adaptação muito mais rápida à alimentação dos adultos, contribuindo também para que a progenitora relaxe mais depressa, a partir dos 12-15 meses, sobre a preparação culinária para o bebé e para os pais deixe de ser realizada separadamente.

  Assim, o conselho que deixo hoje é que transformem os pratos destinados ao Bebé em verdadeiras atracções culinárias, dignas de o conquistar à primeira colherada em que, sobretudo o azeite, tenha o dom de ligar os ingredientes para além das enormes propriedades nutricionais que favorecem tão bem o seu intestino e a absorção das vitaminas que necessita. Lembrem-se também que o alho representa um poderoso antibacteriano, excelente para reforçar o sistema imunitário e que pode ser introduzido na dieta infantil a partir dos 8 meses, tal qual as ervas aromáticas que arrasam qualquer tentativa de adição de sal.

  Pensem nisto e...na dúvida, o pai prova e... aprova! Combinado?

  E como costumo dizer…Espero ter ajudado!

Projecto babySol® - Segurança Alimentar e Nutrição Infantil
www.solangeburri.blogspot.com

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