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Especialistas aconselham medidas de prevenção na utilização de telemóveis
03-09-2007
O Primeiro de Janeiro
Impor restrições às crianças

O impacto das radiações dos telemóveis na saúde humana continua a não gerar consenso entre os especialistas. Os estudos feitos até agora não confirmam nem recusam os efeitos nocivos, mas os especialistas recomendam restrições ao uso de telefones celulares por crianças.

Os efeitos nefastos para a saúde decorrentes do uso do telemóvel não estão provados cientificamente, uma vez que há resultados contraditórios, mas devem ser tomadas medidas de prevenção como a restrição do seu uso pelas crianças, segundo os especialistas. O responsável pelo departamento de Física da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa distinguiu duas situações no uso dos telemóveis que motivam queixas de desconforto: a perturbação dos componentes anatómicos do ouvido, devido à aproximação artificial do som, o que pode causar dores de cabeça, e os efeitos térmicos das radiações.

Para funcionar o aparelho pressupõe um campo electromagnético que durante a chamada se aproxima do corpo, levando ao aquecimento de células e à dilatação dos micro-vasos sanguíneos. "É o mesmo efeito do aquecimento de comida num microondas. Com maior irrigação, e se há propensão para patologia, pode haver uma potenciação do surgimento de doenças, mas o aumento do fluxo sanguíneo pode apenas gerar uma sensação de desconforto. Não há evidências definitivas", concluiu Nuno Teixeira. Também António Tavares, coordenador do departamento de Saúde Ambiental do Instituto Ricardo Jorge, abordou os efeitos térmicos, frisando que a relação entre o surgimento de cataratas em indivíduos expostos a microondas deve-se ao facto de o olho ser um órgão pouco irrigado. "Para fazer face à subida da temperatura dos líquidos do organismo há um aumento da corrente sanguínea", referiu.

Nuno Teixeira aconselha a restrição do uso de telefones móveis por crianças, já que a sua estrutura está em formação e, tendo mais anos de vida pela frente, têm também um maior período para desenvolver eventuais problemas de saúde. Uma posição secundada por António Tavares, que lembra que a caixa craniana das crianças é mais fina, e por isso mais permeável à penetração das radiações. No que toca às antenas fixas de emissão/recepção de sinais de telemóvel, o docente de Física Ambiental desmistificou a crença de efeitos para o prédio que a suporta. "Como a antena emite em determinado ângulo, dirigindo o feixe para um ponto e depois divergindo, as radiações são mais intensas nos prédios que estão na zona do foco. São os que estão a 50 ou 100 metros que sofrem mais consequências", frisou.

Radiações e cancro
Nuno Teixeira lembrou, porém, que a antena fixa está numa gama muito baixa de radiações e que, tal como nos telemóveis, não há provas científicas inequívocas do seu efeito. O relatório divulgado pela Direcção-Geral de Saúde sobre sistemas de comunicações móveis refere que não está estabelecida a ligação "inequívoca" entre a exposição a campos magnéticos e os efeitos adversos na saúde humana. No entanto, é recomendada a redução da exposição, o uso dos kits mãos livres e o encurtar da duração das chamadas. Às pessoas com implantes electrónicos, como pacemakers, bombas de insulina ou neuroestimuladores, é recomendado o transporte do telemóvel a pelo menos 15 centímetros do implante.

Por outro lado, segundo os mesmos especialistas, as populações que vivem junto a postes de alta tensão e a linhas ferroviárias têm maior incidência de cancro, por causa da interacção entre as radiações e o organismo humano, embora ainda se desconheça se há uma relação causa/efeito. Nuno Teixeira apontou a "evidência científica" resultante de estudos internacionais de que a presença de correntes eléctricas muito fortes podem gerar o "aumento de patologias do foro oncológico", por originarem campos electromagnéticos muito elevados. "Estão identificados os mecanismos de interacção entre radiações, matéria e organismos, mas ainda não se compreendeu a razão para o aumento da incidência de doenças oncológicas, principalmente leucemias", adiantou.

Também António Tavares enumerou alguns efeitos cientificamente comprovados dos campos electromagnéticos de alta tensão: o efeito coroa, que causa um ruído de crepitação, a produção de ozono, de óxido de carbono e radioeléctrica. Tavares, um dos autores do último relatório da Direcção-Geral de Saúde sobre a exposição da população aos campos electromagnéticos, ressalvou que os estudos existentes não definem uma causalidade entre a exposição e o aparecimento de certas doenças, "mas também não provam o contrário. É necessário fazer mais estudos", referiu, sendo também preciso distinguir entre riscos de natureza ambiental e as características próprias de cada indivíduo. A Rede Eléctrica Nacional, por seu turno, garante que continua a "não ser possível encontrar relação significativa entre a exposição aos campos electromagnéticos de muito baixa frequência, como os associados ao uso da energia eléctrica, e a ocorrência de problemas na saúde dos seres vivos.



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