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Crianças aprendem o voluntariado no Banco Alimentar Contra a Fome
03-12-2013
Correio do Minho
  Meia centena de crianças entre os sete e os 13 anos de idade ocuparam, ontem de manhã, o armazém do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga. Entre as 10 horas e o meio dia, período de menor movimento na base da campanha de recolha de alimentos realizada este fim-de-semana, os pequenos voluntários procederam à separação de seis toneladas e meia de bens, numa acção que procurou incutir nos mais novos os valores da solidariedade.

Maria Clara é exemplo de como a educação para o voluntariado produz resultados desde cedo. Depois de ter participado em várias campanhas do Banco Alimentar, nos postos de recolha em supermercados e na triagem em armazém, ontem foi chamada a orientar o trabalho da brigada infantil. "É tão giro este trabalho", confessou esta adolescente, aguardando já com alguma ansiedade pelo final do dia, momento em que, através do ‘facebook’, ficaria a saber "quantas toneladas de alimentos recolhemos".

Joana Domingues coordenou o trabalho de selecção e embalamento de produtos alimentares realizado ontem de manhã pelas crianças voluntárias do Banco Alimentar de Braga.?Disse-nos que o que motiva rapazes e raparigas nesta campanha solidária é "o gosto de serem como os adultos", garantindo que, apesar da idade, "trabalham a sério, são muito organizados e cumpridores".

A meia centena de crianças que iniciaram o trabalho de triagem de alimentos no segundo dia da campanha ‘Alimente esta Ideia’ integraram uma legião constituída por 1 500 a 2000 voluntários que o Banco Alimentar de Braga mobilizou durante o fim-de-semana.

Bernardo Gonçalves cumpriu ontem a sua segunda campanha do Banco Alimentar. "Veio o meu filho primeiro. Achei que era preciso mais gente e compareci", revelou este empregado de escritório, enquanto aguardava pelos primeiros camiões carregados com os alimentos recolhidos em supermercados do distrito de Braga.

"Enquanto puder, irei participar nestas campanhas", assegurou-nos este voluntário, confirmando que a campanha do Banco Alimentar "faz-se em família".

Isabel Varanda, fundadora e presidente do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga, assegura que a instituição não atravessa qualquer crise de voluntariado. "Neste aspecto não temos dificuldades, as pessoas aparecem", refere aquela responsável.

Para além das centenas de pessoas que participam nas duas campanhas anuais de recolha de alimentos, uma equipa de 25 homens e mulheres asseguram, ao longo do ano, o funcionamento do armazém do Banco, localizado na Rua do Carvalho, na fronteira entre as freguesias de Gondizalves e Semelhe.

Cada um destes 25 voluntários permanentes trabalha no Banco Alimentar pelo menos um dia por semana. Findas as grandes operações de recolha nos supermercados, é necessário proceder à repartição e enca minhamento dos alimentos pelas mais de cem instituições de solidariedade social apoiadas pelo Banco.

Ao longo do ano, o Banco recebe outras doações de alimentos, nomeadamente excedentes de empresas do sector, as quais já não complementam, antes superam, o total de doações individuais da população do distrito.

Nos últimos meses chegaram ao armazém da Rua do Carvalho toneladas de excedentes de fruta e almôndegas de carne congeladas, alimentos prontamente distribuídos pelas instituições de apoio social que fazem parte de uma cadeia solidária iniciada em 2008, ano de arranque da actividade do Banco Alimentar Contra a Fome de Braga.

População do distrito continua a depositar no Banco Alimentar

O resultado da campanha de recolha de alimentos realizada este fim-de-semana pelo Banco Alimentar Contra a Fome de Braga deve aproximar-se das 189 toneladas doadas há um ano. No final da tarde de ontem tinham sido pesadas no armazém do Banco Alimentar 150 toneladas de arroz, massas, leite, azeite, farinhas, bolachas, conservas e outros bens, um resultado considerado "bastante satisfatório" pela presidente da instituição, Isabel Varanda.

Atendendo à actual conjuntura de crise económica e social, a presidente do Banco Alimentar afirmou que foram "excedidas as expectativas" para esta campanha, numa altura em que ainda faltavam chegar ao armazém muitas doações feitas em seis dezenas de estabelecimentos comerciais do distrito de Braga.

Às 19 horas de ontem, a tonelagem de alimentos entrados no armazém do Banco Alimentar de Braga era três por cento inferior ao registado em idêntica campanha de 2012. Só hoje os responsáveis do Banco Alimentar apresentam os resultados finais e definitivos desta campanha.

Mais quilo, menos quilo, os bens alimentares doados sábado e domingo pela população do distrito de Braga irão suprir as necessidades de quase 1 400 pessoas enquadradas pelas 103 instituições particulares de solidariedade social apoiadas pelo Banco Alimentar.

"Dadas as actuais circunstâncias, já não há muito por onde alargar a rede de estabelecimentos", reconhece Isabel Varanda, adiantando que são cada vez mais as instituições que pedem ajuda ao Banco Alimentar. "2013 foi um ano mais complicado, já que houve mais instituições a pedir apoio", adianta a presidente do Banco Alimentar, ressalvando que "as mais de 600 toneladas de alimentos distribuídos" desde o início do ano superaram as expectativas iniciais.

Após cinco anos de funcionamento do Banco Alimentar de Braga, grande parte dos alimentos são provenientes de outras recolhas que não das duas campanhas realizadas junto da população. Para além de excedentes de operadores alimentares ao longo do ano, o Banco é enriquecido também com o produto das campanhas ‘Vale +’ e ‘Papel por Alimentos’.


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