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Crianças felizes, crianças motivadas
15-02-2013
DN
  O DN lançou a iniciativa Professor do Ano, que visa reconhecer os melhores docentes, com a ajuda das comunidades educativas. Hoje, falamos com o vencedor da edição de janeiro deste prémio, o quarto professor do mês a ser escolhido pelo júri. Lopo Rodrigues é professor nos Maristas de Carcavelos, onde os alunos o encaram como um pai.

A proposta que nos chegou com o seu nome incluía 28 testemunhos. Podemos dizer que é uma figura popular no Colégio Marista de Carcavelos?

Pelo menos na minha turma, é possível que seja, acho que sim. Esses testemunhos são dos meus alunos, dos pais dos meus alunos e do antigo coordenador de ciclo, entre 2009 e setembro de 2012.

A apresentação multimedia enviada ao DN pelos proponentes da sua candidatura inclui um excerto da música My father's eyes, do Eric Clapton. A que atribui essa particularidade? Os seus alunos encaram-no um pouco como um pai adicional?

Sim. Um pai, um guia, a figura paternal mas de respeito também. Tudo o que engloba a figura paternal. Alguém que nos guia mas também mima, também escuta.

Essa característica de uma figura parental é importante na sua relação com os alunos?

Sim. Isso é importante. Ligo muito à questão emocional, de confiança mútua, de crescer com eles também. De ser humilde e dar esse exemplo, de os saber ouvir, de forma a que haja um crescimento mútuo e uma evolução. Acima de tudo é importante perceber que cada um é diferente e que temos de respeitar o ritmo de cada um. Perceber as capacidades de cada um para as potenciarmos. O meu lema é: crianças felizes são crianças motivadas para a aprendizagem. Esses são os primeiros 50%. A partir daí é fácil.

Quem fala de si, alunos e pais, elogia-lhe a boa disposição, o companheirismo e a capacidade de motivar os alunos. São características em que trabalha ou simplesmente fazem parte da sua maneira de ser?

Fazem parte da minha maneira de ser, acredito nelas e no fundo é essa a minha pedagogia: a minha postura com eles na sala de aulas. Sou muito rigoroso em alguns aspetos, muito disciplinador, mas acredito muito numa vertente de educação não formal, que pode fazer a diferença e acho que eles veem exatamente isso. Acima de tudo a sala de aula tem de ser um local seguro e de confiança.

Dá aulas no 1.º ciclo. Sente que os alunos têm consciência de que está ali com esse sentimento de fazer mais alguma coisa além de transmitir conhecimentos?

Penso que sim. Aliás, tenho a certeza!

Dá aulas há quanto tempo?

Acabei o curso em 2003, comecei a dar aulas em 2004. Dei primeiro aulas numa escola do Estado, com uma realidade e um contexto social muito diferente deste em que me incluo atualmente. Uma escola pequena, numa comunidade com muitos problemas de álcool, de drogas, um meio social muito desfavorecido em que me deparei, no primeiro dia de aulas, com crianças completamente prostradas na mesa. O primeiro trabalho foi fazê-las gostar de ir para a escola de cabeça erguida e de sorriso nos lábios. A partir daí academicamente tudo é possível.

Sempre quis ser professor ou foi uma vocação que surgiu entretanto?

A minha bisavó era professora, o meu bisavô também, a minha mãe e os irmãos são todos professores. Mas o que me aconteceu foi, quando entrei para a universidade, ainda antes dos 18, dizia: não sei o que quero ser. Só sei que professor não quero. Ainda estudei e trabalhei em outras áreas onde me senti sempre bem. Mas acabei por perceber que era esta a minha vocação. Hoje sou um privilegiado. Adoro o que faço.


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