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Muitas crianças diagnosticadas com hiperactividade afinal têm problemas de sono
28-11-2012
Lusa
  O director do serviço de Pediatra do Centro Hospitalar Leiria-Pombal alertou hoje para a falta de informação sobre os problemas do sono, o que leva, por vezes, a diagnósticos incorrectos de hiperactividade e défice de atenção em crianças e adolescentes.

Apesar de não existirem "números exatos" em Portugal, Bilhota Xavier revelou à agência Lusa que, "de acordo com dados de outros países, mais de 25 por cento das crianças tiveram em alguma fase da sua vida problemas ou patologia do sono".

"Existem vários problemas do sono, como crianças que têm grande agitação durante o sono", o que perturba a "boa higiene do sono". Bilhota Xavier aponta ainda as patologias que afectam as crianças como o ressonar e a apneia obstrutiva.

Ao contrário dos adultos, quando dormem mal, "as crianças ficam muito mais agitadas e mexidas" e "têm uma capacidade de atenção muito mais diminuída".

Estes comportamentos levam, por vezes, os médicos a diagnosticar défice de atenção e hiperactividade de forma errada em algumas crianças.

"Os próprios profissionais de saúde nem sempre estão devidamente informados e atentos a estas questões e acabam por prescrever injustificadamente estimulantes do sistema nervoso central", alertou.

"Estas são as principais razões para que haja em Portugal uma percentagem excessiva de crianças medicadas com sedativos, estimulantes do sistema nervoso central e medicamentos para as cólicas, quando estas crianças precisam é de ver tratado o problema do sono", acrescentou o pediatra.

Para Bilhota Xavier, os problemas do sono começam na fase do nascimento, "quando surgem as ditas cólicas, que não são mais do que a adaptação do seu ciclo vigília/sono".

Este período provoca "desestabilização" nas famílias e leva os pais a procurarem soluções para o desconforto da criança.

"Sem saber como se hão-de orientar, põem a criança a dormir com eles, adormecem-na ao colo ou acompanham-na quando muda de quarto. Cria-se logo aqui uma perturbação nos mecanismos que devem ser os indutores do sono".

O pediatra desaconselha ainda a luz acesa durante a noite, nem que seja apenas de presença, porque "a luz é um elemento muito importante para que o relógio biológico funcione" e que "o ciclo vigília/sono se vá estabelecendo".

A insónia surge durante a adolescência, devido a um "atraso de fase". Isto é, "em vez do seu relógio biológico dar sonolência por volta das 22 ou 23 horas, estes jovens têm um atraso e sono aparece mais tarde", explicou.

Esta situação, referiu Bilhota Xavier, leva a um "consumo indevido de sedativos e indutores do sono", quando "se pode corrigir com outras estratégias".

O pediatra considerou que o sono é um problema "muito importante" e que vai causar "dificuldades de aprendizagem".

"Está provado que 50 a 60 por cento das crianças com problemas do sono vão ter excesso de peso ou vão ser adolescentes obesos. A associação tem a ver com a produção de hormonas e com o nosso metabolismo celular", informou Bilhota Xavier.

As perturbações e patologias do sono são o tema das XX Jornadas de Pediatria de Leiria e Caldas da Rainha, que decorrem dias 29 e 30 no Hospital de Santo André, unidade do Centro Hospitalar Leiria-Pombal, sob o tema "Consensos sobre diagnóstico e tratamento das perturbações e patologia do sono".


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