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Mães obesas poderão ter uma maior probabilidade de ter filhos com autismo
12-04-2012
Público
  As crianças nascidas de mães obesas têm mais probabilidade de ser diagnosticadas com autismo ou outros problemas de desenvolvimento do que os filhos de mães magras, refere um estudo publicado na revista Pediatrics, citado pela Reuters.

Os autores não estabelecem uma relação de causa e efeito entre os dois problemas de saúde mas dizem que a associação encontrada é preocupante em face do aumento das taxas de obesidade nos Estados Unidos.

O estudo pretendeu estudar o impacto no desenvolvimento cognitivo das crianças de uma variedade de alterações metabólicas na mãe, incluindo a hipertensão arterial e a diabetes. A associação mais forte foi encontrada entre a obesidade e distúrbios do espectro do autismo.

Os autores ressalvam que não fica provado que uma condição leve a outra, mas "se há alguma coisa que a pessoa pode fazer para ficar mais saudável, esta é mais uma razão para as grávidas terem em consideração", disse Paula Krakowiak, a investigadora da Universidade da Califórnia Davis, que liderou o estudo.

O estudo surge na sequência da divulgação de dados do Centro Nacional para o Controlo e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos, que estimou que uma cada 88 crianças sofre de uma distúrbio do espectro do autismo – o número representa um aumento de cerca de 25% face a um relatório de 2006.

Krakowiak e os colegas analisaram os casos de 1004 crianças, entre os dois e os cinco anos, nascidas na Califórnia. Destas, 517 sofriam de um distúrbio do espectro do autismo e 172 tinham atrasos de desenvolvimento.

Das crianças a quem foi diagnosticado um distúrbio do espectro do autismo, 48 nasceram de mães com diabetes gestacional de tipo 2; 111 de mães obesas e 148 que tinham algum tipo de alteração metabólica, como a hipertensão. No caso das crianças com atrasos de desenvolvimento, 20 tinham mães com diabetes gestacional de tipo 2; 41 tinham mães obesas e 60 tinham sido geradas por grávidas com alterações metabólicas.

No geral, a relação entre a mãe ter diabetes e o filho ter autismo não foi considerada significativa, mas os investigadores detectaram uma ligação entre a obesidade da mãe e outras alterações metabólicas e o facto de o filho sofrer de autismo. "Há definitivamente uma associação, o que reforça a ideia de que é preciso fazer descer as taxas de obesidade e aumentar os esforços para promover estilos de vida mais saudáveis", notou Krakowiak.

Os investigadores envolvidos no estudo sublinham que quase 60% das mulheres dos Estados Unidos em idade fértil têm excesso de peso e um terço são obesas.

Os autores deixam claro que não é possível dizer que o aumento das taxas de obesidade no país é responsável pelo crescimento da prevalência do autismo, mas Krakowiak disse que o aumento paralelo chamou-lhe a atenção.

Hannah Gardener, uma epidemiologista do Departamento de Neurologia na Universidade de Miami, disse à Reuters que é natural que as duas taxas sejam associadas. "Ainda há muito de desconhecido e estudos como estes ajudam-nos a tentar responder a perguntas que ainda não têm resposta". Mas Gardener ressalvou que os investigadores ainda estão longe de perceber o que poderá explicar uma ligação entre a obesidade e o autismo.


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