Saúde Puericultura Pré-mamã e Mamã Educação Desenvolv. Infantil Desporto Festas Infantis Material Didáctico Actividades Lúdicas Vestuário Casa e Decor Transportes Produtos Biológicos Yoga Massagem Infantil Seguros e Finanças Viagens e Lazer Animais Ofertas Formativas Artigos 2ª Mão

Publicidade




Ler uma História

Madeira!



ler história


Receitas da Semana

Cake Pops



ver receita


Venda de Livros

 


 
FacebookTwitterGoogle+LinkedInNewsletter
Notícias

 



Dicas para escolher livros para crianças
04-09-2010
JN
  A neve, os animais selvagens ou os animais e as plantas das quintas são motivos recorrentes nos livros que pais compram, entusiasmados, para ler aos filhos. Uma ideia que subjaz à vontade de alargar os horizontes do filhos. Um pensamento bonito, mas errado, especialmente quando se trata de escolher livros para bebés, afiança a psicolinguista Sylviane Rigolet.

"O conteúdo, a temática, tem de corresponder às vivências das crianças", explica Sylviane Rigolet, psicolinguista licenciada em psicopatologia da comunicação e da linguagem e logopedia pela Faculdade de Psicologia da Universidade de Genève , na Suíça. "Uma criança portuguesa não se cruza com elefantes ou camelos todos os dias", acrescenta, apontando o caminho para as temáticas do dia-a-dia, quando se trata de escolher um livro para ler a um bebé. "O peixinho no aquário, o gato ou cão. Isso são temáticas que a criança conhece, que lhe dizem algo", explica, ao abrir o leque das dicas para escolher livros para bebés e crianças. "O primeiro livro a comprar deve retratar o meio ambiente da criança", explica. Ou seja, uma obra literária que relata pessoas, rotinas e acontecimentos que a criança conhece e possa experimentar. "Assim, o livro vai ter significado para a criança", explica Sylviane Rigolet.

Os desenhos dos livros vão além do simples desfile de animais, mais comuns e menos exóticos, deseja-se, carros, motas ou bicicletas. "As acções têm de ser acções que o bebé faça, que retratem as suas experiências comuns", acrescenta Sylvina Rigolet. Directo, comum e prático. "Quanto mais bebé for a criança, aconselho livros com fotografias, porque é o mais autêntico e simples de ver", acrescenta.

A tentação de comprar livros feitos a partir de séries ou filmes de animação deve ser evitada. A cedência ao comercialismo em nada beneficia a carteira dos pais e a cartilha das crianças. "Passar um desenho animado para livro não faz o mesmo efeito, porque não é uma obra concebida para literatura", esclarece a psicóloga.

Num mundo global, em que a força do marketing cruza fronteiras, é fácil ceder a essa tentação e completar a colecção: juntar o livro ao vídeo, ao cd e ao peluche. Sem fundamentalismos, porque há imagens em movimento para lá dos livros, Sylviane Rigolet aconselha, então, a escolher um bom filme e um bom livro, obras distintas, criadas, cada uma, com um objectivo específico e de acordo com as normas e as exigências de qualidade de um e outro meio, sem que qualquer uma se limite a ser um sucedâneo de um produto comercial maior.

"O nosso papel é fundamental na selecção da diversidade, porque a diversidade representa vida", argumenta Sylviane Rigolet, levantando o véu sobre outros aspectos importantes na escolha de uma obra. "Quanto mais nos abrirmos sobre a diversidade das obras, em termos de estilos de texto, de ilustração, de tamanho de livro, de temáticas, favorecemos na criança o crescimento da tolerância, da tolerância à diferença", acrescenta.

A vontade dos pais em partilhar uma história ou duas, em ler um livro para um filho não pode ser de sentido único. "É importante, para garantir um certo sucesso na leitura, que a criança participe na escolha do livro", diz Sylviane Rigolet. Não é uma cedência, mais uma, à noite, depois de um dia de caprichos dos mais novos, é uma questão de inteligência. "Hoje, a criança pode estar predisposta a ler um livro e não outro. Os pais têm de aceitar isso", sob pena de transformar um momento de partilha, de carinho e amor em família numa guerrilha pela obra literária a escolher.

Esta partilha começa antes de chegar a casa, na livraria ou na página da net onde pesquisa, selecciona e escolhe o livro ou os livros que quer comprar e ler aos filhos. "É essencial, como mediador adulto, gostar do livro. Nunca poderemos ser um bom mediador, entre a história e a criança, se não gostarmos da obra", assegura Sylviane Rigolet.

Nas vidas e voltas dos livros, como nas voltas da vida real, o essencial é a honestidade. "Para sermos bons com os nossos filhos temos de ser autênticos, A experiência da autenticidade é muito boa. A veracidade é fundamental", acrescenta Sylviena Rigolet.

Dicas importantes que podem fazer da leitura de um livro um momento de carinho e amor entre pais e filhos. Um momento de partilha que, ainda que diariamente repetido, carece de alguma preparação e planeamento. "Estabelecer um sinal, criar uma rotina, seja uma música, um gesto ou a mudança para um espaço definido ajuda a criança a perceber e a concentrar-se no que vamos fazer a seguir", explica Sylviane Rigolet. Ao estabelecer "um ritual", o termo técnico correcto, antes da leitura, os pais preparam a criança para "antecipar a postura, a ganhar uma forma e uma atitude", preparando-se para a hora do conto, para aquele momento.

"As rotinas são altamente estruturadoras da mente e do espírito das crianças", explica Sylviane Rigolet. Mestre em linguística formal pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, cativa a atenção e a concentração dos petizes com uma musiquinha que já todos sabem o que traz: é a hora da leitura.


<<  voltar  |  topo  |  Todas as Notícias





Termos e Condições de Utilização
Copyright - Portal da Criança - 2007-2014
Desenvolvido por:
 CCEB