Saúde Puericultura Pré-mamã e Mamã Educação Desenvolv. Infantil Desporto Festas Infantis Material Didáctico Actividades Lúdicas Vestuário Casa e Decor Transportes Produtos Biológicos Yoga Massagem Infantil Seguros e Finanças Viagens e Lazer Animais Ofertas Formativas Artigos 2ª Mão

Publicidade




Ler uma História

O pão de tâmaras e nozes



ler história


Receitas da Semana

Cake Pops



ver receita


Venda de Livros

 


 
FacebookTwitterGoogle+LinkedInNewsletter
Notícias

 



Maioria das crianças recebeu vacina contra meningite ineficaz
08-10-2008
JN
  A maioria das crianças portuguesas recebeu a vacina contra a meningite pneumocócita, mas esta não se revelou eficaz, segundo a ministra da Saúde, que sugeriu que, enquanto pediatra, não prescreveria a Prevenar.

   "Cerca de 60 por cento das crianças foram vacinadas e apesar disso não houve uma mudança [na prevalência da meningite pneumocócica conjugada heptavalente]. Essa é uma das razões pelas quais a vacina não foi incluída no Plano Nacional de Vacinação", explicou a ministra Ana Jorge no Parlamento.

   Questionada pela deputada do CDS-PP Teresa Caeiro sobre se, enquanto pediatra, já tinha prescrito ou poderia prescrever a vacina, Ana Jorge abanou a cabeça em sinal negativo, sugerindo que nunca o tinha feito.

   "A comunidade de pediatras em Portugal recomenda a vacina, aliás como a própria Organização Mundial de Saúde. Hoje perguntei à ministra se, enquanto pediatra, já tinha prescrito ou poderia prescrever a Prevenar e a ministra fez que não com a cabeça, sugeriu que não a prescreveria. Não compreendo", disse à Lusa a deputada do CDS-PP, partido que propôs a introdução da vacina no Plano Nacional de Vacinação.

   De acordo com a ministra da Saúde, está actualmente a decorrer um estudo para a identificação dos serotipos que prevalecem em Portugal.

   "Esperamos que haja a curto-prazo vacinas com mais serotipos para se estudar a sua inclusão no Plano Nacional de Vacinação", afirmou a responsável.

   Na Assembleia da República, a ministra adiantou ainda que os grupos de risco a quem deverá ser administrada a Prevenar "estão muito bem identificados", abrangendo "as crianças imuno-comprometidas, com doenças crónicas".

   A decisão de não incluir a vacina contra a meningite designada pneumocócica conjugada heptavalente (Pn7) no Programa Nacional de Vacinação (PNV) foi conhecida no passado dia 26 de Setembro.

   A decisão levou em conta vários elementos, entre os quais o facto de "o impacte positivo na saúde pública" da introdução desta vacina ser "questionável".

   Outro elemento que foi tido em conta pelos especialistas foi o custo desta introdução: 15 milhões de euros em 2009.

   Em Portugal, foram vendidas nos últimos quatro anos mais de um milhão de embalagens da Prevenar, num total de 81,2 milhões de euros, segundo dados da consultora IMS Health disponibilizados à Lusa.

   De acordo com o parecer técnico sobre a introdução desta vacina, o impacte na saúde pública é "questionável" porque "os estudos portugueses existentes sobre a doença" são "limitados", podendo "não reflectir, com rigor, a realidade nacional".

   O documento refere ainda que "a percentagem de portadores de neumococos em alguns infantários do distrito de Lisboa, antes e depois da vacina, é sensivelmente a mesma, o que está de acordo com o esperado e confirma dados de estudos internacionais".

   Os especialistas alegam, assim, que "o estudo realizado em Portugal pela empresa que comercializa a vacina não demonstrou custo-efectividade favorável à sua introdução no Plano Nacional de Vacinação".

   A vacina tem um custo total de venda ao público a rondar os 300 euros.


<<  voltar  |  topo  |  Todas as Notícias





Termos e Condições de Utilização
Copyright - Portal da Criança - 2007-2014
Desenvolvido por:
 CCEB