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Bullying - Aos Pais e Educadores
Abril, 2010
Dra. Joana Silva - Licenciada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto

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  Bullying é a forma mais frequente de violência escolar. Na idade escolar geram-se conflitos típicos na relação entre as crianças que fazem parte do normal desenvolvimento destas, e que são, assim, muitas vezes ignorados e tomados como "naturais" por educadores e pais. Mas qual o limite entre a agressão escolar dita "normal" e o bullying?

  A agressão é considerada bullying se:

    - Existir uma intenção maldosa
    - Existir um comportamento repetido
    - Existir um desequilíbrio de forças entre o agressor único ou grupo e a vítima. Esta assimetria de poder pode ser física ou psicológica.
  A maioria dos episódios de bullying ocorre em contexto escolar (recreios, casas de banho, refeitórios e salas de aula) ou no percurso entre a casa e a escola. Habitualmente surgem quando não existem adultos por perto. Assim, é fundamental que os pais e educadores estejam sensibilizados relativamente a esta problemática.

  Principais tipos de bullying

    - Físico: bater, pontapear, beliscar, ferir, empurrar, ou outro tipo de violência física
    - Verbal: insultar, difamar, ou depreciar alguma característica particular do outro ("gordo"; "caixa de óculos"; "trinca-espinhas").
    - Sexual: abusar, assediar, insinuar ou violar sexualmente.
    - Psicológico: excluir, atormentar, ameaçar, manipular, amedrontar, chantagear, ridicularizar, ignorar.
    - Material: roubar, destruir pertences materiais e pessoais.
    - Racista: toda a ofensa que tem como finalidade humilhar o outro com base na cor da pele, ou diferenças culturais e religiosas.
    - Cyberbullying: utilização das tecnologias de informação e comunicação (internet, telemóveis, etc. …) como meio de difamação. Os conteúdos caracterizam-se por divulgação de imagens embaraçosas, mensagens ameaçadoras e a publicação de comentários caluniosos.

Como poderá saber se o seu filho é vítima de Bullying?

  As crianças vítimas de Bullying têm tendência a permanecer em silêncio. Esteja atento aos sinais emitidos por elas:

    - A criança volta para casa com a roupa rasgada, danificada ou faltam-lhe peças de roupa, livros ou outros pertences.
    - A criança apresenta hematomas inexplicados, cortes ou arranhões.
    - A criança parece manifestar medo de ir à escola, ir e voltar da escola sozinha, ou medo de participar em actividades organizadas com os colegas.
    - Baixo rendimento escolar.
    - Absentismo escolar.
    - Tendência a isolar-se.
    - Falta de apetite.
    - Agressividade.
    - Ter medo de falar sobre o que se está a passar na escola.
    - Ter pesadelos.
    - Sintomas somáticos: vómitos, diarreias, cólicas abdominais, dores de cabeça, insónia.
    - Tentativas de suicídio.

  Bullying – qual a sua importância?

  O Bullying pode afectar seriamente a saúde mental, o rendimento escolar e a saúde física das crianças.
  As vítimas têm uma maior probabilidade de sofrer de baixa auto-estima; têm taxas mais elevadas de depressão, solidão, ansiedade e pensamentos suicidas. Estudos revelam que as vítimas de bullying estão mais susceptíveis a diversos problemas de saúde, incluindo dores de cabeça, problemas de sono, e doenças gastrointestinais. As crianças vítimas de Bullying adquirem com frequência comportamentos anti-sociais e violentos. Deste modo, estas crianças têm uma probabilidade acrescida de:

    - Envolver-se em conflitos com frequência.
    - Envolver-se em actos de roubo e vandalismo.
    - Ingerir bebidas alcoólicas.
    - Consumir tabaco e outras drogas.
    -Adquirir ilegalmente armas para auto defesa.

  Como actuar se o seu filho estiver a ser vítima de Bullying?

    1. Em primeiro lugar, concentre-se no seu filho:
    - Não tome atitudes precipitadas. Tente controlar o seu instinto de pai/mãe protector.
    - Não culpe a criança. Não parta do princípio de que o seu filho fez algo para provocar o bullying.
    - Manifeste – se satisfeito com o facto de o seu filho ter tido a coragem de lhe contar o sucedido. Garanta-lhe que vai fazer tudo o que estiver ao seu alcance para o ajudar.
    - Ouça com atenção o que o seu filho lhe conta sobre o(s) episódio(s) de Bullying. Peça-lhe para descrever como, o quê, quando, onde e com quem estes ocorreram.
    - Explique-lhe que o Bullying é moralmente errado, e portanto inaceitável.
    - Procure perceber se alguém testemunhou o(s) episódio(s) de Bullying.
    - Não incentive a retaliação física como uma solução. Este tipo de atitude só irá agravar a situação.

    2. Contacte o professor do seu filho ou o responsável pela escola.
    - Os pais mostram-se muitas vezes relutantes em denunciar os episódios de Bullying aos funcionários da escola, mas há que ter consciência de que estas situações muitas vezes só se resolvem mediante a intervenção de adultos.
    - Procure fornecer informações concretas relativamente ao(s) episódio(s) de violência vivenciados pelo seu filho, incluindo quem, o quê, quando, onde e como ocorreram.
    - Manifeste vontade de trabalhar com a equipa da escola, com o objectivo de encontrar uma solução erradicar o Bullying, não só por causa do seu filho, mas também para proteger os outros estudantes.
    - Evite contactar os pais do(s) aluno (s) que maltrataram o seu filho. Embora este seja geralmente o primeiro impulso de um pai, na maioria das vezes apenas irá agravar o problema.
    - Delegue nos funcionários da escola o dever de contactar os pais da criança ou crianças que se envolveram no episódio de bullying.
    - Converse regularmente com o seu filho e com o pessoal da escola para verificar se os episódios de bullying foram interrompidos. Se este fenómeno persistir, contacte novamente as autoridades escolares.

    3. Ajude seu filho a tornar-se mais resiliente:
    - Promova o desenvolvimento de talentos e atributos positivos do seu filho, incentivando-o a participar em diversas actividades, como a música e o desporto. Estas atitudes vão ajudá-lo a fortalecer a sua auto – estima.
    - Incentive o seu filho a contactar de forma pacífica com os seus colegas, fazendo amigos e colaborando em trabalhos de grupo.
    - Encoraje o seu filho a conhecer novos amigos fora do ambiente escolar. Um novo ambiente pode significar um "recomeço" para uma criança que tenha sido vítima de violência em contexto escolar.
    - Ensine estratégias de auto – protecção para crianças. Explique-lhe que deverá procurar a ajuda de um adulto quando se sentir ameaçado. Realce o facto de que denunciar um episódio de bullying não é o mesmo que "ser queixinhas".
    - Assegure ao seu filho um ambiente familiar seguro e harmonioso, onde ele se possa desenvolver de uma forma saudável, física e emocionalmente.
    - Procure manter uma relação de confiança com o seu filho, de forma a facilitar comunicação com ele.

  Não se esqueça!
  O bullying é um problema de ordem pública, e como tal diz respeito aos pais, educadores e a toda a comunidade em geral.
  Se tomar conhecimento de algum episódio deste género, denuncie!
  Poderá também contactar a linha S.O.S Bullying - 808 968 888.

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