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Os Meios de Comunicação Social e a Criança
Março, 2010
Sofia Esteves, Psicóloga Clínica - Cadernos de Educação de Infância
APEI - Assoc. de Profissionais de Educação de Infância


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  A comunicação pode definir-se como uma troca de ideias, sentimentos e/ou experiências entre os indivíduos. Esta implica a figura do emissor (aquele que emite a mensagem) e do receptor (o que recebe a mensagem do emissor), o que faz com que esta comunicação seja bilateral.

  Comunicar é diferente de informar. A acto de informar implica a emissão de uma mensagem, onde não existirá informação de retorno por parte do receptor, servindo só para pôr o indivíduo ao corrente de uma determinada situação.
  Isto pode levar a interpretações incorrectas da mensagem que se pretende transmitir.

  É importante pensar nesta questão, quando falamos nos meios de comunicação social e quando reflectimos sobre a influência que estes podem ter sobre as nossas crianças ou jovens.

  A atractibilidade que os meios de comunicação social exercem sobre as nossas crianças é claramente evidente. Basta observarmos uma criança em frente à televisão. Chega a ser assustador verificar que esta se encontra, muitas vezes, num estado que se pode considerar "hipnótico", onde as cores, o som e o movimento tomam conta dos sentidos da criança.

  As mensagens transmitidas por este meio são de tal formas poderosas que se tornam inquestionáveis, levando a um deturpamento do sentido crítico.
  A nossa mente é constantemente bombardeada com informações claras, rápidas e de fácil absorção, semelhante à "fast-food".

  Cabe aos pais, educadores e técnicos avaliar que tipo de influência os meios de comunicação exercem, pois não devemos, nem podemos, esquecer que é através das informações que o meio fornece que a criança vai coligindo o seu sistema de valores.

  Cada série infantil e juvenil, que as crianças consomem diariamente, apelam muitas vezes à violência, à competição que não olha a meios para atingir os fins e ao individualismo, só para citar alguns exemplos.
  E não só! Basta dar uma vista de olhos pelos anúncios, que interpelam cada série, que se pode verificar constantemente a sobrevalorização do valor do consumismo, onde tudo se compra e tudo se vende.

  É necessário, por isso, analisar o conteúdo das mensagens que são transmitidas, e a que tipo de interpretações poderão ser sujeitas, pois uma determinada mensagem pode ser interpretada de diferentes formas, dependendo do indivíduo e do sistema de valores que o acompanha.

  Há que reter que informar, ao contrário de comunicar, não permite uma "troca". Nesta situação, o julgamento do que se está a ouvir, ler e/ou ver, não é estimulado.

  É da responsabilidade dos educadores estimular o sentido crítico da criança e acompanhá-la na "viagem" pelos meios de comunicação social, para que esta se proceda sem percalços, auxiliando na escolha do caminho mais adequado sempre que se encontre uma encruzilhada.


in
Cadernos de Educação de Infância nº 77 - Março 2006
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