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Os Avós
Agosto, 2009
Teresa Paula Marques - Psicóloga Clínica
www.teresapaulamarques.com

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  Não passou ainda muito tempo, desde a altura em que era comum os avós viverem na mesma casa, ou perto dos netos. Há umas décadas, as pessoas que viviam em meios rurais viram-se obrigadas a procurar melhores opções de vida e rumaram às grandes cidades. Esta atitude provocou um certo desenraizamento, já que se viram privadas da terra onde nasceram e também da presença de familiares próximos, como é o caso dos avós. Com as mudanças sociais que entretanto se operaram, a estrutura da família alterou-se e hoje temos muitos casos de famílias monoparentais fruto dos divórcios. Assistimos então, a um retomar de alguns hábitos, como é o caso da aproximação dos avós.

  Os avós são uma ajuda preciosa

  Os avós voltam a ser chamados a ter uma participação mais activa na vida dos seus netos, não só devido aos divórcios, mas também porque ambos os pais habitualmente trabalham e não têm tempo livre que lhes chegue, para darem a atenção que uma criança necessita para crescer de um modo saudável e feliz. Então quem melhor para cuidar dos netos do que os avós? É com eles que fazem os trabalhos de casa, são eles que os vão buscar e por todos os dias à escola.
  Ao final do dia regressam a casa dos pais, e a rotina altera-se por completo, com a introdução de outras regras. É que os pais devem ser os principais responsáveis pela educação dos seus filhos, deixando aos avós a parte mais lúdica. Um avô é sempre muito mais permissivo do que um pai, pelo que não se lhes pode exigir uma disciplina tão apurada como é dada em casa. Neste sentido, é importante que os pais tenham uma conversa com os avós para que mesmo na ausência destes, algumas regras como a postura à mesa ou a hora da sesta, sejam respeitadas. Deste modo evitam-se desavenças e conflitos quando as crianças voltam para casa dos pais. Outro ponto igualmente importante diz respeito às desautorizações na frente das crianças. Em hipótese alguma um avô se deverá opor claramente ao pai na presença da criança, porque isso pode desencadear um problema de autoridade. As questões de adultos devem ser resolvidas entre os adultos, pelo que se o avô estiver completamente em desacordo quanto à regra imposta pelo pai, deverá dizer-lho em privado.

  "Um pai com açúcar"

  Os pais queixam-se do facto de os avós quebrarem muitas regras e serem mais permissivos na educação das crianças. Na prática, mesmo os mais rígidos quando pais, subitamente tornam-se avós amorosos e que conseguem fazer as vontades aos netos, frequentemente nas costas dos pais. Deste modo forma-se uma relação de grande cumplicidade que aproxima as duas gerações.
  Os avós sentem que não lhes cabe a tarefa de educarem os netos, mas sim aos pais, pelo que se sentem disponíveis para darem carinho incondicionalmente. Além disso, o capital de vida que possuem, fruto das experiências acumuladas, permite-lhes ajuizar as situações com grande objectividade e clareza. Nas culturas tribais e também nos meios rurais, os anciãos têm um papel de grande relevância dentro do grupo, porque se entende que são pessoas de maior experiência e sabedoria, aos quais todos podem recorrer quando necessitam de conselhos. Possuem uma perspectiva da vida que os ajuda a serem tolerantes e compreensivos. Nunca darão um mau conselho, mas sim um apoio incondicional.

  Partilhar o passado

  É bonito recordar os momentos fantásticos da nossa infância, em que nos sentávamos ao colo do avô e ele nos contava histórias que, na maior parte das vezes, faziam referência à sua vida e à dos nossos pais. Neste sentido, os avós são para os netos um ponto de referência histórico. Quem somos, de onde viemos… os avós estão tradicionalmente incumbidos da tarefa de transmitir a história familiar ás novas gerações. O certo é que o fazem de um modo encantador, porque as crianças adoram ouvi-los. Histórias de guerra, amores e desamores, fazem com que as bocas se abram de espanto e as perguntas se sucedam. Além disso, as crianças têm alguma dificuldade em perceber que os pais já foram crianças e os avós também. Pensam que sempre foram adultos e tudo se manterá assim. Neste ponto, os avós têm também uma importante tarefa, já que podem dar a imagem evolutiva do ser humano. Através de fotografias e de relatos de vida, conseguem que o neto se aperceba que todas as pessoas começaram por ser pequeninas e depois evoluíram para outras fases da vida. Ao mesmo tempo, podem aprender a relação que existe entre os laços familiares, isto é, os parentescos entre as pessoas. "Tu és o pai do meu pai? E o teu pai quem era?" Para as crianças mais velhinhas, pode constituir um excelente ponto de partida para começarem a construir a árvore genealógica da família, descobrindo as suas origens. Naturalmente que os pais também estão habilitados a serem cronistas. Contudo, a maior parte das vezes encontram-se tão embrenhados noutras tarefas que o tempo que resta para conversas de serão, acaba por escassear.

  As funções dos avós

  Memória histórica – transmitem aos netos toda a informação que diz respeito à história da própria família, origens, antepassados, acontecimentos importantes.
  Conceito de evolução – dão às crianças uma visão evolutiva das coisas isto é, fazem-nos perceber que as crianças crescem, tornam-se adultos, pais e finalmente avós.
  Fonte de afecto – são uma fonte de carinho tão importante com a dos pais.
  Transmissão de valores – pela sua experiência têm uma visão muito mais ampla, objectiva e ponderada acerca de muitos assuntos sendo que esta visão pode ser preciosa no momento em que o neto necessita de orientações para a sua vida.

  Se é avô deve evitar a todo o custo...

  Desautorizar os pais do seu neto – o seu papel não deve sobrepor-se ao dos pais. Assim, se não concordar com alguma regra educativa, tente falar com o seu filho sobre isso e não assuma atitudes opostas. Só estará a contribuir para o desequilíbrio emocional do seu neto.
  Dar conselhos sem que lho peçam – as crianças necessitam cometer erros, correr riscos ainda que controlados. Protegê-los em demasia pode ser altamente nocivo. Evite estar sempre a aconselhá-los. Espere que lhe peçam opinião.

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