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Quando os pais também são mães
Março, 2009
Teresa Paula Marques - Psicóloga Clínica
www.teresapaulamarques.com

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  Os sociólogos não se cansam de chamar a atenção para o facto de as estruturas familiares estarem a sofrer profundas alterações. A família tradicional, em que existe um pai, uma mãe e os filhos todos coabitando na mesma casa, dentro em breve será a excepção. Em vez dela, assistimos ao aumento progressivo de famílias monoparentais e reconstruídas. Face a esta realidade, o papel materno pode estar reservado ao pai e vice-versa.

Papel activo desde a gravidez

  É sabido que os homens vivem a gravidez de um modo diferente das mulheres. As constantes mudanças que se vão operando no corpo feminino e o sentir dos movimentos do bebé, permitem que a mulher tenha um envolvimento mais íntimo com o bebé desde a concepção. Para o homem, a vivência da paternidade só começa mais intensamente após o nascimento, já que esse é o momento em que o sonho se transforma em realidade e lhe é possível sentir o seu bebé. Contudo, alguns pais começam desde cedo a participar activamente no projecto de maternidade. Vão assistir às consultas e às ecografias, pelo que estabelecem, precocemente laços profundos com o seu bebé e, após o nascimento, tenderão a ser mais participativos nas tarefas. Aliás, assistir a uma ecografia é um momento único para o pai, já que é nesse momento que ele consegue perceber, e até sentir, que existe um ser que se está a desenvolver dentro do ventre da mãe.

A sociedade desconfia

  Os psicólogos afirmam que, para que as crianças se desenvolvam de um modo harmonioso, têm de possuir um pai e uma mãe. De facto, os livros de psicologia, a sociedade, os filmes, organizaram tudo partindo do princípio de que a família nuclear (pai, mãe e filhos), é imutável, feliz e indestrutível. Só que, na vida real, as coisas passam-se muitas vezes de outra forma. Perante as mães solteiras, existe ainda alguma condescendência, mas face aos pais solteiros, viúvos, ou todos aqueles que se viram obrigados a serem pais e mães, a desconfiança instala-se. Serão eles capazes de cuidar de uma criança, tal e qual uma mulher o faria? Não podemos, de modo algum, cair na tentação de generalizar, mas podemos, isso assim, afirmar que alguns homens não só conseguem fazê-lo, como o fazem melhor que certas mulheres.

Os homens também têm competências maternas

  A nossa cultura acredita que é a mulher que tem capacidade de criar, nutrir, ensinar, lavar e vestir, enquanto que o homem perde a mulher e ganha uma mãe para os seus filhos. É também culturalmente aceitável, que as mulheres já nascem com os aparelhos mentais necessários e suficientes para tudo isto. Assim, é compreensível que quando a Drª Teresa Ferreira, psiquiatra recentemente falecida, veio chamar a atenção para as competências maternas, o facto tenha gerado alguma polémica. Queria a Drª Teresa, que fossem avaliadas as competências de algumas mulheres, no que concerne à capacidade de virem a ter filhos e a cuidar deles. Referia-se na altura às mulheres toxicodependentes, mas também podemos falar de outras, cujo projecto de maternidade surgiu por acaso, ocupa um lugar ínfimo nas suas vidas ou ainda foi apenas um meio para conseguir atingir outros objectivos. Nestes casos, não existe um envolvimento afectivo estável, seguro, que faça estas mulheres envolverem-se com os seus bebés. Até porque não chega só ter instinto materno, é preciso saber mudar de papel (de mulher para mãe), sem que isso seja fonte de angústia.

É urgente desmistificar

  É urgente desmistificar a questão. A função materna pode ser correcta e capazmente desempenhada por um homem, desde que ele esteja disponível para tal. É sabido, por exemplo, que após o nascimento, algumas mães sofrem com a depressão pós-parto, pelo que muitos homens são chamados a ocupar-se das crianças, já que as necessidades dos bebés não podem esperar! Dão-lhes banho, preparam os biberões, brincam com eles. Certamente que, de início, sentirão algum receio de não serem suficientemente bons, mas também as mulheres são inseguras nos primeiros tempos, pelo que não é de estranhar. O prestigiado pediatra americano Terry Brazelton é de opinião que, se os pais se implicarem desde o início do nascimento, existem aspectos que as crianças desenvolvem mais rapidamente, como sejam o sentido de humor e a destreza. Segundo este especialista, tudo se deve ao facto de os pais serem mais espontâneos que as mães, uma vez que as mulheres têm que desempenhar múltiplos papeis e o desgaste psicológico e físico, impede-as de relaxarem. Há que reter a ideia de que não existem pais nem mães perfeitos. Existem pais e mães empenhados, sendo que as crianças necessitam sobretudo de amor, respeito e disponibilidade e, neste sentido, é completamente secundário se for o pai que está mais presente.
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