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O optimismo na educação dos nossos filhos…
Julho, 2007
Maria José Ribeiro (Psicóloga U.P.)
O Abrigo - Centro de Solidariedade


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O que significa ser optimista?
Que sentido faz falarmos de optimismo nos dias que correm, marcados por palavras como crise, défice ou desemprego?
Uma atitude de optimismo pode ser útil na educação das nossas crianças?
A estas e outras questões tentamos encontrar respostas numa acção de sensibilização que decorreu no ano lectivo que agora terminou, no O Abrigo – Centro de Solidariedade Social de S. João de Ver, dirigida a pais e mães das crianças das diferentes valências do centro, bem como a profissionais que trabalham na área da educação infantil.


Ser optimista não significa acreditar que tudo irá correr bem, confiando simplesmente no poder mágico de um qualquer tipo de sorte.
Quando falamos de optimismo referimo-nos, sim, a uma atitude realista, associada a uma postura interveniente e participativa, própria de quem espera o melhor, dando passos concretos para que efectivamente esse “melhor” aconteça. E se a dificuldade ou o insucesso se interpuserem no nosso caminho, este olhar optimista poderá trazer-nos a perseverança necessária para continuarmos a nossa jornada, ainda mais enriquecidos pela aprendizagem que os reveses da vida sempre nos proporcionam.

Mas então… Que implicações poderá ter uma atitude de optimismo na educação das nossas crianças?

Um olhar optimista poderá ajudar-nos a focar a nossa atenção mais nos talentos das nossas crianças do que nas dificuldades em educá-las. Afinal, todos nós, educadores, sentimos dificuldades na nossa missão: ou porque a criança que temos pela frente é muito obstinada, ou tem imensa energia, ou apresenta um ritmo mais lentificado para determinadas actividades… Mas porque é que tantas vezes nos centramos de forma tão intensa nessas dificuldades? Corremos, assim o risco de elas se transformarem em verdadeiros problemas, de tanta atenção que lhes damos! Se, por exemplo, falarmos muito da criança que demonstra ser obstinada, estaremos a reforçar esta característica que ela nos apresenta. Não nos admiremos, pois, que decorrido algum tempo esta obstinação venha dar lugar a birras e amuos cada vez mais frequentes e difíceis de contornar…

E de onde vem esta tendência para enfatizarmos as contrariedades da nossa vida? De facto, parece pairar sobre muitos de nós uma nuvem negra, carregada, que nos turva a visão, levando-nos a olhar mais persistentemente para o lado menos bom da vida e, assim, mais facilmente nos queixamos, lamentamos, criticamos… E aos poucos, aos poucos, as nossas crianças vão sendo contagiadas por esta nuvem…

O grande desafio que uma visão optimista nos coloca é o de transmitir às crianças uma mensagem de alegria, esperança, confiança em si próprias e no futuro, sem escamotear que as dificuldades e preocupações fazem parte da vida! Por isso acreditamos que vale a pena reflectir com pais e outros agentes educativos, sobre conteúdos como o impacto do elogio incondicional, o discurso e o inquérito apreciativos, a importância do toque e do brincar na relação com a criança…

De uma forma muito genérica descrevemos a linha orientadora desta acção de sensibilização. Prometemos voltar ao portal brevemente, para aprofundar melhor os conteúdos nela abordados.

Maria José Ribeiro (Psicóloga U.P.) exerce funções na área de intervenção comunitária no O Abrigo - Centro de Solidariedade Social de S. João de Ver (Santa Maria da Feira)

Referências:
- Marujo, H. A., Neto, L. M., & Perloiro, M. F. (1999). Educar para o Optimismo. Lisboa: Editorial Presença.
- Neto, L. M. & Marujo, H. A. (2001). Optimismo e inteligência emocional. Guia para educadores e líderes Lisboa: Editorial Presença.
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